História e Curiosidades do livro

O livro O Julgamento do Diabo começou a ser escrito no início de 2007 e foi concluido no final de 2008.

Das várias dificuldades no projeto do livro, a maior foi a adequação do ambiente. Eu queria que o cenário da história fosse no Rio de Janeiro, mas deparei com dificuldades, pois alguns detalhes da trama não são permitidos no Brasil. Tive que pesquisar muito para achar alguma solução jurídica para a história, além de respostas em estudos bíblicos de historiadores e da biologia.

Em 2013, após me frustrar com as editoras de nome, resolví tirar o livro da gaveta e dar vida a ele. Em 23 de novembro de 2013 publiquei O Julgamento do Diabo.

Faço alguns comentários abaixo descrevendo algumas curiosidades do livro:

Uma coisa que quero destacar é que  O Julgamento do Diabo NÃO é um livro religioso. Ele não defende conceitos religiosos e não propaga nenhuma religião. Também não é um livro satãnico e não é um culto ao Diabo, pois eu não acredito na existência do Diabo.

-O Julgamento do Diabo tem 238 páginas e 65.570 palavras.

-Embora todos os tópicos estivessem estruturados em capítulos e eu já tivesse a história toda na cabeça, eu não escreví cronológicamente. Os primeiros capítulos a srem escritos foram os cinco primeiros e os três últimos. Depois o livro foi sendo preenchido aos poucos.

-O último capítulo a entrar no livro foi "NECO". O livro já estava concluído e senti falta de um detalhe. Com isso surgiu esse personagem que gostei muito. "NECO" deu peso na história.

-O livro teve cerca de 50 personagens, fora os 666 que morreram.

-Embora ninguém tenha percebido isso, Lúcifer bebe água várias vezes durante o livro. Para quê? Ele é uma figura angelical, um ser sobrenatural e não é humano. Então... Porq ue beber água? Fiz isso de propósito para dar um caráter humano para ele. Ele mantem alguns hábitos humanos para que as pessoas o sintam próximo. Deixei ess detalhe esperando questionamentos e não os tive.

-Algumas pessoas questionam o fato de eu ter colocado meu nome inteiro no livro e dizem que ficou muito grande. Usei meu nome inteiro por receio de dar algum problema, já que é o nome que consta no registro do livro na Biblioteca Nacional. Como foi meu primeiro livro publicado, preferi não arriscar. Também pesou o fato de eu ser um autor TOTALMENTE desconhecido. Achei que deveria tentar divulgar o meu nome todo. Pensei em usar S. R. Machado, SR Machado, Sergio Ricardo Machado ou até Sergio Ricardo SM; mas desisti. Não sei se mudarei em outra publicação, caso aconteça outra.

-Gosto de destacar que eu não acredito, definitivamente, sem duvida nenhuma, de forma nenhuma, categóricamente, no diabo.Para mim, o diabo não existe. É uma invenção da igreja católica.

-Nunca existiu um jornal chamado "Jornal Carioca". Adorei o nome. Demorei para achar um nome que me agradasse.

-O nome Marcos foi escolhido por ser um nome forte. Achei com cara de delegado. Já tinha pensado nesse nome em uma obra que comecei a escrever há uns 30 anos (que ficou uma porcaria) e agora resolví ressucitar o Marcos. Na outra obra ele também era delegado. O livro era sobre um assassino em série. Uma literatura infanojuvenil. Quem sabe se não usarei essa idéia para um livro, no futuro?

-O nome do presidente Onório Werneck é uma homenagem a minha família. Sou descendente dos Werneck, do Barão de Pati do Alferes. Sou primo do Carlos Lacerda. O Onório foi apenas um nome forte para completar o sobrenome.

-Marcos chama a sogra de "joinha" em uma passagem do livro. Essa é uma forma que brinco com a minha sogra Ana Lúcia. Faz parte de uma piada de família.

-Firmino e Zé foram dois nomes escolhidos por causa do perfil dos dois. Achei os personagens com atitudes dos nomes. Adorei escrevê-los. A simplicidade do Zé me divertiu muito e a lealdade do Firmino também.

-Esse livro foi o primeiro, mas TODOS os meus livros (já escrevi seis) têm um personagem "Paula", é quase igual ao escritor de novelas Manoel Carlos com "Helena" (só que ele diz que não tem nenhuma Helena marcante na vida dele, é tipo uma musa). Já "Paula" é uma homenagem à pessoa que sempre me apoiou e deu força para continuar escrevendo. Uma grande companheira. A minha esposa Paula. Minha maior crítica literária e leitora.

-Usei Bartolomeu porque não conheço ninguém com esse nome (a não ser o Bart Simpson) e o personagem é muito negativo. A ideia inicial nem foi de Bartolomeu, surgiu de Bartô. Esse personagem me proporcionou vários momentos de prazer com tudo que aconteceu com ele. Eu tive muito cuidado com o desfecho dele. Foi especial. Ele quase fica esquecido no final do livro (por pouco ele não escapa ileso), mas eu não podia fazer isso. Ele merecia algo especial.

-Existem dois personagens que dividem a minha personalidade: Lucifer e Marcos. Doei muito de mim para os dois e desabafei muitas vezes através das atitudes, pensamentos e opiniões. Adoro eles. Nunca esquecerei esses dois personagens. m algumas passagens dos dois, em alguns diálogos, eu acabava de escrever com tremores, ofegante e alterado. Eu entrava na história visceralmente. Era eu lá.

-A praia de Jaconé existe e é um lugar lindo. É entre Ponta Negra e Saquarema. Local em que passei quase toda a minha infância. As minhas férias sempre foram em Jaconé e fiz grandes amigos.

-Deixei Lúcifer ter uma vida própria no livro. Tirando o pouco que doei para ele, permitir ele se criar. No início ele me deu muito trabalho, pois sempre ia para um lado que eu não tinha planejado. Lúcifer realmente fez a história dele. Até o temperamento dele. Eu tinha elaborado um Lúcifer mais agressivo e grosseiro; explosivo e amedrontador.. Ele quis ser calmo, falar baixo, ser paciente, paternal, protetor, brincalhão e enigmático. Jorge Amado já tinha me ensinado isso. Ele dizia que não mudava o que os personagens dele eram. Isso é GENIAL!

-A Hellen Santini iria ter outro rumo na história, mas ela se redimiu e escolheu trilhar por outro caminho. Por esforço próprio ela acabou me conquistando e demonstrando uma fraqueza tão grande que achei que ela merecia um destino melhor. Me diverti escrevendo a entrevista de Lúcifer para Hellen.

-O fotografo Saião é o personagem mais real que tenho. Embora não tenha copiado a personalidade ele é uma homenagem a um amigo, um fotógrafo premiado que existe realmente. Se eu tinha que colocar um fotografo na minha história, porque não prestar essa homenagem. Um grande abraço ao meu amigo Marcelo Sayão.

-Antes de publicar o livro, 22 pessoas leram e criticaram a obra. Dei para parentes e amigos atestarem a minha primeira aventura como escritor de um romance de ficção. As criticas sempre foram positivas e me surpeendi com a repercursão. A parte engraçada é que, em muitos casos, eu quase tive que implorar para que lessem o meu livro. 5 pessoas devolveram o livro sem ter lido. É difícil convencer as pessoas do seu círculo que você é capaz e o que você escreveu é bom e vale o "enorme" esforço de ler algumas páginas, de graça, para te ajudar quando você é um desconhecido.

-Muitos se recusaram a ler o livro por causa do título da obra e do tema. Falar do Diabo não é uma tarefa fácil. Não imaginava que o nome O Julgamento do Diabo despertaria tanto receio e medo nas pessoas. Tenho que respeitar isso, mas não tinha como alterar o nome do livro. Ele diz a história. O título não define se o Diabo está sendo julgado ou se ele está julgando alguém, o título é dúbio propositalmente e isso é o conteudo do livro. Se alterasse o título eu perderia.

-Alguns nomes foram cogitados alternativamente para título do livro: A estrela da manhã, Á sombra do farol, As faces do crepusculo, O portador do archote (o segundo nome que mais gostei), O portador da Luz (também gostei desse), A luz de Vênus, O julgamento do anjo, O anjo da luz, Da sombra à luz, A luz no crepúsculo, As duas faces de Deus, Em nome do anjo, Á sombra do homem, Eu sou Vênus! e EU sou a luz!. Mas na época fiz uma enquete entre as pessoas que tinham lido o livro e todos concordaram que o nome que dei ao livro era o mais adequado. 

-O secretário de segurança tem o nome mesclado de Sergio Ricardo e João Pedro em homenagem aos meus dois filhos. Ficou João Ricardo e o filho de Marcos, Pedro Ricardo, foi a maior homenagem aos meus filhos. O moleque é o ponto alto do livro. 

-Nelson, o amigo de Marcos, é uma lembrança e homenagem rápida ao avô do meu filho mais velho que faleceu há muitos anos e que nós dois não tivemos a oportunidade de conhecer.

-O nome todo do Marcos é Marcos Aurélio dos Anjos Filho e de Paula é Paula Marques dos Anjos.

-As filhas de Marcos não têm nome. Em momento nenhum do livro elas são chamadas ou citadas pelo nome. Provavelmente uma delas seria chamada de Ana Julia, pois esse seria o nome da minha filha, caso eu tivesse tido uma menina, mas a idéia não vingou e a participação das meninas foi tão pequena que achei desnecessário nomeá-las. 

-Quem me conhece verá que usei várias frase que uso no meu cotidiano nos personagens. A maioria dita pelo Marcos. Inclusive os palavrões.

-A avó do delegado é Maria Apparecida em homenagem a minha mãe Myriam Apparecida e o avô é Antônio Pedro, Pedro em homenagem ao meu pai, Pedro Affonso.

-O nome do prefeito é Sérgio Máximo. Uma brincadeira com o meu nome e do meu filho Sergio Jr. Eu também queria participar da festa e isso fez meus amigos mais próximo rirem.

-Marcondes, Gumercindo, Onório, Hilário, Benevides, Bartiolomeu, Silas, Laerte etc... São nomes incomuns e os usei porque não conheço quase ninguém com esses nomes. Porém... Gosto de todos eles. Gosto de nomes antigos e esquisitos para personagens mais velhos ou interioranos.

-Os nomes dos juizes foram escolhidos sem critério nenhum, como alguns outros nomes como: Bety, Adelaide, Beatriz etc.

-O tema do livro não foi fácil de ser trabalhado. É um tema pesado e tive que parar de escrever por 6 meses para colocar as ideias em ordem. Pensei em desistir. O livro me tomou quase todo tempo. Não parava de pensar nele. Eu anotava detalhes, diálogos, perfis e alterava coisas, po tempo todo, principalmente nas minhas viagens de ônibus. Andava com papel e caneta no bolso e pensei que ele ia me enlouquecer.

-Deixo uma dúvida na cabeça de vocês. Lúcifer salvou Paula? Ou provocou o câncer da Paula para resgatar a fé de Marcos? Ele colocou ela doente e a curou depois para resgatar Marcos? Segredo... Isso só eu sei. 

-O Julgamento do Diabo vendeu em 1 mês de publicação 36 livros. Média de 1.2 livros/dia. Em 8 meses vendeu mais de 160 livros com uma mésdia de 20 livros por mês. Isso é muito bom para um autor desconhecido e iniciante.

-Algumas pessoas queriam que NECO tivesse morrido e tivesse reencarnado como o filho de Marcos, mas isso não aconteceu. NECO fica vivo até o final do livro, preso, e, mesmo sendo um ser especial para Lúcifer, ele não tem o mesmo papel que o filho de Marcos e Paula.

-Alguns autores me influenciaram na forma de escrever, no tipo de narrativa, na composição dos personagens e no estilo: Agatha Christie, Jorge Amado, J. K. Rowling, Dan Brawn e Markus Zusak. Não estou me compárando a eles. Sei que não chego perto , mas tirei muitas lições das minhas leituras desses grandes escritores. A forma que o meu livro chegou foi igual ao relato de J. K. Rowling. Por influencia dela, permiti que a fantasia que veio com a obra fosse respeitada. A história tinha alma própria. Com Jorge Amado aprendi a respeitar os personagens em sua individualidade. O respeito na forma de falar, andar, vestir etc. Ele dizia que ele não tinha o direito de forçar um personagem a algo, mesmo que ele, o escritor, fosse totalmente contrário. Isso aconteceu comigo. Meus personagens tiveram a libertadade de ser o que eles queriam ser. Em vários momentos quis levar um personagem para um lado e ele foi para outro. Parece loucura mas não é. Isso é fascinante e mantém a vida da obra que você escreve. Isso tudo fica num limite entre a criação e um tipo de psicografia. Você sabe que a obra é sua! Foi você que teve a ideia, foi você que estruturou e escreveu. Mas será que é mesmo? A IN-spiração é um pouco trascendental. Continuando... De "Madame Christie" tento aprenderi a arte do suspense. Com AC aprendi a gostar de ler ( li toda a sua obra). Essa senhora era detentora de um dom encantador. Suas soluções, armadilhas e alegorias eram insuperáveis (Hercule Poirot é o cara). Com Dan Brawn tento aprender o limite entre a verdade e a ficção. Aprendi que uma história de ficção que não necessita de um estudo profundo para que a verdade esteja alí bem próxima é uma ficção pobre e fraca. Quando mesmo o impossivel, a fantasia, a ilusão estão embasados em teorias verdadeiras e em histórias consistentes essa ficção se torna deliciosamente possível, quase a verdade. E finalmente cito Markus Zusak que me presenteou com um dos melhores livros que já li e que, além de manter uma história no limite da verdade, me ensinou uma forma de trabalhar a emoção no papel, que pouco vi em outras obras. Porém, um dos maiores aprendizados foi a narrativa de Markus. Ele foi ESPETACULAR ao colocar a própria MORTE para narrar um livro e inseriu ela como um personagem fundamental da história. Genial e emocionante. Enfim... Poderia citar outros, mas esses são os escritores que me ensinaram algumas coisinhas para poder escrever o que escrevo. Agradeço à todos eles. Ainda tenho muito a aprender com eles e outros que ainda não lí. 

Já ouvi no passado (de um sábio) que se você quiser conhecer um homem profundamente, basta olhar os livros que ele mantem em suas prateleiras, em sua biblioteca particular.

É uma verdade. Olho as minhas prateleiras e me vejo.

 

Um grande abraço,

 

 

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